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Lusitânia Comedy Club – O colectivo regressa ao Tivoli BBVA em Novembro

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LUSITÂNIA COMEDY CLUB APRESENTA: O PORQUÊ DA COISA

“Uma reflexão perfeitamente inútil sobre a magnífica História de Portugal”

 

 

 

8 e 9 de Novembro – Lisboa, Teatro Tivoli BBVA

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Ah, Portugal!…

 

Nação valente e imortal! Ou algo do género.

 

Nação, também, com sérios problemas de auto-estima. Genericamente, estimamo-nos muito pouco. Não toleramos que digam mal de nós, mas dizer mal de nós é um dos nossos desportos favoritos. “Aquele bandalho daquele cientista português foi lá para fora descobrir a cura para o cancro? Sacana! Quem é que ele julga que é, todo armado em bom? Porque é que não a descobriu cá? Traidor!”

 

Consideramos que o nosso país é ruim, até alguém de fora dizer alguma coisa ruim do país – altura em que o país passa a ser o maior.

 

Somos um país repleto de “sôtores”, e ai daquele que não trata um “sôtor” por “sôtor”. E não é preciso o “sôtor” ser “sôtor” – qualquer banco mete as letras “DR.” no nosso cartão Multibanco, não precisando de ver o nosso diploma. Basta pedir-lhes o favor com jeitinho.

 

Temos um complexo de inferioridade tramado. Somos um país pequeno que alguns países grandes acham que faz parte de Espanha. E somos um país pequeno que, ainda por cima, já foi grande. Ou fez coisas grandes. Como os Descobrimentos. Ou o recorde da Maior Feijoada na Ponte 25 de Abril. Isso dá cabo da cabeça de qualquer um. É como a pequenita do filme ET – em garota foi uma estrela, logo a seguir deixou de ser e depois entrou em depressão e nas drogas.

 

Portugal é a pequenita do ET. Vivemos em depressão e metemo-nos nas drogas. Espetamos com futebol nas veias e snifamos “reality shows” pelas narinas acima. E continuamos a rir-nos pouco, cada vez mais ofendidos com, basicamente, tudo. Porque a boa educação diz que a galhofa e a comédia é coisa de malcriadões.

Pois bem, nós somos malcriadões. Mais: descobrimos que a salvação é capaz de estar na má criação. Porque se não partimos alguma louça, partimo-nos por dentro. Ou seja – se não nos rimos disto tudo, o mais certo é acabarmos na primeira página do Correio da Manhã, ou porque matámos alguém ou porque alguém nos matou a nós. E não sei o que é que vocês acham disso, mas para nós, matar e morrer é uma coisa que nos chateia à brava. Sobretudo morrer. Não nos convinha nada, até porque dizem que reduz significativamente a possibilidade de ser contratado para qualquer coisa.

 

Lusitânia Comedy Club é um colectivo e um espírito. É também uma organização que, claramente, tem sérias lacunas ao nível da boa escrita de “press releases”. Temos uma peça chamada O Porquê da Coisa, escrita por Nuno Markl (O Homem Que Mordeu o Cão), Francisco Martiniano Palma (5 Para a Meia-Noite) e Frederico Pombares (O Último a Sair), com canções originais de JJ Galvão e interpretada por Mafalda Santos, Ana Freitas, Hugo Simões, Luis Sousa, Luis Oliveira e Frederico Amaral. Pessoas que já viram a peça dizem que o sex-appeal delas aumentou e que o seu colesterol baixou, embora ainda se esteja a estudar se foi a peça que provocou isso, ou apenas a decisão de comer menos pão e gorduras.

 

Lusitânia Comedy Club: O Porquê da Coisa. Já que gostamos de rebentar com a nossa auto-estima, façamo-lo a rir.

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